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[SÉRIE DEMANDAS] Demanda Declinante: Abordagens para Revitalizar Mercados e Produtos

Elaborar estratégias eficazes para antecipar as demandas, em um contexto de concorrência acirrada, é umas das soluções para seu negócio sobreviver. Um desses riscos, por exemplo, é a demanda declinante. Ela caracteriza-se por uma redução constante na procura por um bem ou serviço.

A Lei da Oferta e Procura é uma teoria clássica da economia desenvolvida por Adam Smith. Essa regra explica que a variação no preço de um produto ou serviço depende da interação entre a quantidade oferecida e a quantidade demandada. 

A mudança para demanda declinante pode se dar por distintos fatores, como obsolescência, alterações nas preferências do consumidor, produtos mal elaborados ou produtos concorrentes melhores no mercado. 

Empresas que enfrentam demanda declinante muitas vezes precisam desenvolver abordagens, como abrir novos mercados e diversificar a oferta de produtos e serviços.  

Dessa maneira, para estabelecer os melhores métodos e equilibrar as demandas, nos acompanhe neste post e acelere com a AN1. 

Análise das causas da demanda declinante

A macroeconomia atinge diretamente as demandas do mercado. Entre os fatores econômicos que afetam a demanda declinante, cabe destacar alguns pontos: 

  • Impacto de ciclos econômicos: em períodos de crise econômica, o mercado e os consumidores ficam mais resilientes e evitam gastos com produtos supérfluos, por exemplo. 
  • Inflação: a alta da inflação leva à resignação dos consumidores. Isso leva à perda de poder de compra. Assim, os consumidores muitas vezes optam por comprar produtos de linhas mais baratas ou deixam de contratar serviços que não são de primeira necessidade.   
  • Desemprego: desde 2015, no Brasil, apesar das últimas quedas nos índices de desocupação, a taxa de desemprego e a de trabalho informal continuam elevadas. Geralmente, quem está desempregado, não consome bens e serviços que não sejam essenciais à sobrevivência. Quem está no trabalho informal, tende a não desperdiçar os ganhos sem a garantia de renda no mês seguinte. 
A fotografia analógica ficou obsoleta e os negócios precisaram se adaptar à mudança desse paradigma tecnológico. 

Mudanças Tecnológicas: como as inovações disruptivas podem levar à demanda declinante

Inovações disruptivas são a transição de um serviço ou produto para algo novo. Ao falar em inovação disruptiva, estamos tratando de tecnologias que causam mudanças radicais. 

Esse tipo de transformação afeta diretamente o mercado. Ela gera uma mudança no comportamento dos consumidores, que deixam de adquirir bens ou serviços que estavam consolidados. 

Entre os exemplos de mudanças provocadas pela tecnologia, estão as câmeras fotográficas digitais, que substituíram as tradicionais analógicas; serviços de streaming que mudaram o modo como assistimos TV, etc. 

Esse tipo de mudança, ao mesmo tempo que pode provocar a demanda declinante, possibilita que as empresas abram caminhos para oferecer novas possibilidades de produtos e serviços e alcançar novos clientes.

Tendências Sociais: Alterações no comportamento e preferências do consumidor

Compreender o comportamento do público da sua empresa possibilitará ofertar produtos certos no momento certo. As alterações no comportamento do consumidor e suas preferências também podem acarretar numa demanda declinante. 

As principais causas dessas mudanças comportamentais estão associadas aos seguintes aspectos:

  • Capital social ou cultural: segundo a teoria do sociólogo Pierre Bourdieu, as pessoas consomem conforme o capital cultural adquirido. Isto é, os recursos aos quais as pessoas têm acesso, como, educação, discursos, estilo de vida, círculos sociais, profissão, família etc. É por meio desses ativos sociais que o indivíduo se move socialmente e, portanto, realiza suas compras.
  • Individualidade: relacionada ao papel pessoal de cada pessoa, pois cada indivíduo é único; aqui fatores como idade e necessidades pessoais influenciam diretamente. 
  • Medos e anseios: questões psicológicas e emocionais podem impactar nos hábitos de consumo. Traumas, preconceitos e a necessidade de afirmação em determinado grupo social são fatores psíquicos que também afetam a demanda. 

A demanda declinante pode estar associada a diferentes causas. Por isso, compreender por que seu produto ou serviço não atende mais ao mercado, é fundamental para traçar novas estratégias de crescimento do seu negócio. 

O papel da Análise de Mercado na compreensão da demanda 

A análise de mercado é uma avaliação que possibilita determinar quão viável certo segmento é para o seu negócio. 

A pesquisa pode ser conduzida para observar se o mercado atual comporta determinado produto ou explora novas possibilidades de bens e serviços que têm demanda, mas não têm oferta. 

A partir desses estudos, são avaliados os riscos de expandir determinado modelo de negócio. Além disso, auxilia com a previsão de vendas e, claro, de demandas.

Para fazer uma análise assertiva, a utilização de dados e estatísticas para prever as tendências é indispensável. 

A ciência de dados é uma aliada, pois coleta informações úteis para análises estatísticas e probabilísticas por meio da Inteligência Artificial e aprendizado das máquinas. Assim, os algoritmos conseguem viabilizar as perspectivas e adequar as escolhas de investimento para seu negócio. 

Trata-se de um sistema de tomada de decisões assertivas, que possibilita levantar as informações de forma ágil e criar soluções rápidas, prevenindo danos e atualizando as informações em tempo real.

Estratégias de revitalização de mercado

A inovação em produtos e serviços, a partir das necessidades e nichos identificados no mercado, é uma estratégia competitiva para garantir e impulsionar os negócios. 

Esse desenvolvimento ou atualização de produtos ou serviços funciona para atender as novas necessidades do mercado.

Para que as novidades cheguem até os consumidores, há todo um processo de concepção e elaboração, normalmente divido sem seis etapas: 

  • Concepção da ideia: a concepção da ideia se dá por meio da análise de mercado, com base em pesquisas que identificam as necessidades dos clientes, preços, concorrência, pontos fracos e fortes (análise de SWOT) e todos os outros fatores que possam impactar no negócio. 
  • Escolha do produto: é hora de refinar a estratégia após determinar qual o público-alvo e as funcionalidades do produto ou serviço. É hora de desenvolver o conceito. 
  • Protótipo: o momento é de documentar o produto. Inúmeras vezes, além de criar um plano de negócios detalhado e o conceito, é preciso ter um “esboço” do produto que será oferecido. Isso auxilia na identificação dos riscos do mercado e na análise da viabilidade.  
  • Design: é o momento em que se produz um modelo do produto a partir do protótipo. O desenho deve levar em conta o público-alvo e integrar as funções centrais. 
  • Aprovação e testes: antes de colocar no mercado, é preciso primeiro validar e testar. Isso garante que o processo e o produto, desde a concepção ao marketing, estão em pleno funcionamento. 
  • Comercialização: é a venda em si. Momento em que você coloca no mercado o produto final e interage com o público.

Rebranding e Reposicionamento da marca

Além de inovar em produtos e serviços, a marca pode optar por fazer o rebranding, que nada mais é que o reposicionamento de marca, visando se adaptar ao mercado e atrair novos segmentos de clientes.

O rebranding é a mudança de elementos da sua marca, como, por exemplo, identidade visual, logotipo, slogan, visão, missão, valores, nome, público-alvo ou mercado. Tudo isso com o objetivo de mudar a imagem que os consumidores têm do antigo negócio. 

Ao criar uma nova imagem da marca, há uma transformação e o desenvolvimento de uma nova forma de comunicação com os clientes, alinhando as necessidades às demandas do mercado. 

Conheça algumas estratégias que podem ajudar no reposicionamento da marca: 

  • fortaleça seus valores; 
  • busque espaço no mercado, encontre os nichos e as oportunidades;
  • analise e busque conhecer a fundo seu público-alvo; 
  • acompanhe e entenda as atualizações do mercado e dos desejos dos consumidores; 
  • explore ao máximo os diferenciais dos seus serviços ou produtos;
  • busque promover a “experiência do cliente”, mais do que vender um produto. Seu negócio pode — e deve — estar no “coração e na mente” dos consumidores. 

Estratégias de Marketing e Promoção: Táticas para reengajar consumidores

Além de conseguir novos clientes, é fundamental trazer de volta seu antigo público. Mesmo porque o investimento para tal ação é cerca de cinco vezes menor do que a busca por novos potenciais consumidores. 

De suma importância para a estratégia de marketing, o reengajamento dos consumidores pode ser feito por meio da captação frequente de leads qualificados e também pela apresentação de serviços ou produtos de interesse do cliente. 

Uma boa campanha de fluxo de reengajamento é uma oportunidade de lembrar aos seus assinantes de newsletter, por exemplo, o valor agregado à sua marca. 

Projeções futuras e preparação para mudanças

O mercado tem apresentado boas projeções econômicas para 2024. 

A taxa de crescimento da economia do Brasil para o próximo ano deve ser 2,2%, conforme dados da Fundação Dom Cabral. O índice deve ser impulsionado por investimentos, redução do desemprego e geração de renda. 

Entre as tendências de mercado para o próximo ano, ganham destaques as empresas que adotam práticas de ESG — do inglês, Environmental, Social and Governance. Mais que uma orientação para os negócios, é uma resposta necessária e urgente diante à crise climática. 

Entre as ações socioambientais que seguem fortes, a adoção de energias renováveis, economia circular e responsabilidade social vão garantir um melhor posicionamento das marcas frente a consumidores cada vez mais preocupados com um consumo consciente.   

Preparando empresas para futuras flutuações na demanda

O planejamento da demanda das empresas é diretamente impactado pelas incertezas econômicas e geopolíticas, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, taxas de juros elevadas, oscilações do mercado e interrupções nas cadeias de suprimentos. 

Para conseguir planejar num cenário de incertezas, as equipes precisam estar preparadas para adaptar seus processos e conseguir prever com precisão a demanda e planejar os níveis de estoque adequados. 

Conclusão

É comum acompanharmos a entrada e a saída de produtos do mercado, bem como o aumento da demanda ou o desinteresse por determinado item ou serviço. São inúmeras variações que podem gerar mudanças nas demandas de mercado e, em específico, a demanda declinante. 

Descobrir a hora certa de começar a trabalhar em novos produtos, nichos de mercado e atuação da marca exige um conjunto de ações planejadas e coordenadas para atrair os consumidores, aumentar o engajamento e as vendas.

As expectativas de crescimento da economia nacional para o próximo ano são boas. Diante deste cenário, é um bom momento para traçar metas e objetivos para fazer seu negócio crescer junto, explorando todas as possiblidades oferecidas para lucrar com a adoção das estratégias corretas para prever a demanda de mercado.  

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