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Marketing Data-Driven: Integrando Análise de Dados na Estratégia de Marketing

Foto de Marcel Karling

Marcel Karling

  • Publicado em: 15 de janeiro de 2024
O marketing Data-Driven é a estratégia construída a partir das informações dos banco de dados

Resposta direta: Marketing data-driven é decidir campanhas, canais e mensagens com base em dados reais de comportamento do cliente, não em intuição. Na prática exige coleta estruturada (CRM e analytics), segmentação a partir desses dados e teste contínuo. O retorno aparece em personalização mais precisa e verba melhor alocada.

O marketing data-driven é mais uma das transformações contemporâneas no mercado de marketing. Essa estratégia consiste em tomar decisões e realizar ações baseadas em dados.

A integração eficaz de dados nas estratégias de marketing é a melhor forma de compreender e conhecer o comportamento do consumidor.

Assim, a análise de dados possibilita o desenvolvimento de ações de acordo com a expectativa do mercado, permitindo um melhor alcance das campanhas e impulsionando seu negócio.

Neste artigo, vamos explorar o conceito e a importância do marketing data-driven e explicar como a análise de dados está moldando o futuro do marketing.

Vem acelerar com a AN1!

O que fundamenta o marketing data-driven?

O marketing data-driven baseia-se na análise de dados para orientar e aprimorar decisões de marketing. É, como dissemos, uma abordagem que utiliza Big Data para entender o comportamento do consumidor, adaptando as campanhas de marketing de maneira mais eficaz.

A Inteligência Artificial e o Machine Learning são duas tecnologias que tendem, progressivamente, a serem cada vez mais usadas no marketing e que estão no marketing data-driven.

Esse novo cenário faz com que a análise de dados no marketing se torne imprescindível, seja para entregar conteúdos mais específicos para o público-alvo, seja para customizar a experiência do usuário.

Ferramentas e Tecnologias no Marketing Data-Driven

Entre as tecnologias voltadas ao marketing data-driven, o CRM (Customer Relationship Management) é essencial para uma gestão 360º, estabelecendo uma comunicação entre todos os pontos de contato.

Business Intelligence é outra ferramenta importante neste âmbito do marketing, pois combina análise empresarial, mineração e visualização de dados.

A integração dessas ferramentas e tecnologias e de outras fontes permite produzir insights sobre quais são as melhores ações de marketing em um determinado segmento ou plataforma.

Além disso, a partir desta experiência pode-se construir métricas focadas nos objetivos do seu negócio e no foco estratégico de suas ações de marketing.

Métricas e KPIs no Marketing Data-Driven

Assim como em outras estratégias de marketing, o ROI (Retorno sobre o investimento, na sigla em inglês) é uma das métricas mais importantes, pois serve para mensurar o ganho financeiro de determinado investimento.

Esse indicador ajuda a medir a lucratividade de um negócio.

A otimização de campanha parece o ROI, mas é outra coisa. Ela serve para avaliar e ajustar os anúncios, julgando se os resultados são positivos ou negativos, para saber, em suma, quais funcionam e quais não.

Portanto, a partir desta análise de dados pode-se identificar padrões e tendências do mercado-alvo, avaliando o comportamento dos clientes e do seu segmento. Isso faz com que se antecipe certos comportamentos dos clientes, criando campanhas mais eficientes.

O uso de dados se tornou incontornável para a comunicação digital

Como segmentar e personalizar com dados?

Como já ficou claro, o uso de dados se tornou incontornável para a comunicação digital. E nisso entra a segmentação e personalização de público, que, a rigor, deve obedecer a alguns critérios:

  • Conheça seu público: é fundamental saber quais são os hábitos e as necessidades do público que você atende. Com essas informações você poderá intuir quais palavras-chave atraem maior audiência para sua presença digital;
  • Pesquise sobre o seu mercado: o benchmarking continua sendo uma prática relevante, pois observar a concorrência nos ajuda a pensar sobre nossos próprios projetos do ponto de vista da comunicação.
  • Selecione os canais de venda: saber onde transmitir sua mensagem é tão importante quanto saber o que dizer e para quem dizer (público-alvo). Sabendo o público e o seu mercado, fica mais fácil personalizar suas ações de comunicação digital, criando, inclusive, estratégias de integração entre os diferentes canais e plataformas.
  • Sirva-se de dados: coleta de dados (cookies) e conhecimento do consumidor em suas redes sociais e marketplaces é essencial para a personalização do seu marketing. Não ignore esta etapa, é fundamental.
  • Melhore suas campanhas: com informações concretas e objetivas você consegue avaliar melhor o desempenho de suas ações de marketing e com isso corrigir os rumos ajustando-as aos seus objetivos estratégicos.

Muitas marcas utilizam essa estratégia, como o Netflix, que oferece indicação de filmes a partir do histórico dos usuários, por exemplo.

A Amazon também é outro exemplo interessante, pois ela recomenda e envia e-mail marketing com itens que a pessoa pesquisou.

Outra estratégia que merece destaque é a Starbucks, que ao invés de dar uma senha para retirar seu café, coloca o nome dos clientes no copo descartável. Algo simples, mas com ótimo resultados de personalização e experiência do consumidor.

Quais as tendências do data-driven?

Com o crescimento do mapeamento digital, por meio do recolhimento de dados do perfil dos consumidores nas diferentes plataformas, é possível projetar comportamentos futuros e pensar estratégias com foco nisso.

O termo técnico para esta ação é “análise preditiva”, e ela se volta a nos ajudar a responder à questão: “O que virá depois?”.

É, em certo sentido, uma ramificação da ciência de dados, que converge aos diferentes mecanismos que operam a partir de big data.

Com o crescimento do mapeamento digital, por meio do recolhimento de dados, é possível projetar comportamentos futuros.

Como tratar privacidade e conformidade?

A Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD é uma normatização que tem como objetivo garantir a privacidade das pessoas e proteger seus dados pessoais. Ela está em vigor desde 2020.

Portanto, todo dado recolhido (cookies, entre outros) deve ter anuência dos internautas. Ou seja, as empresas devem estar atentas a esta regulamentação para evitar multas e, até mesmo, impacto na reputação.

Como implementar e quais os desafios?

Conheça algumas boas práticas na implementação de uma estratégia de marketing data-driven e quais os desafios elas superam.

  • Dados centralizados: é fundamental que este tipo de ação de comunicação esteja ancorada em uma cultura de compartilhamento de informações entre os setores estratégicos. Às vezes as equipes de TI podem ser reticentes em passar estas informações.
  • Cultura data-driven: é fundamental compreender que os dados oriundos de inteligência artificial e business intelligence são ativos, não concorrentes de processos ou de pessoas. É preciso integrar esse manancial de informações às rotinas. É preciso construir essa cultura internamente.
  • Trabalhe com dados de alto valor: como se pode supor a esta altura, o marketing data-driven depende de dados de alto valor, isto é, dados que sejam o máximo possível fiéis à realidade e convergentes às métricas estabelecidas estrategicamente pela empresa.

Como integrar com as demais estratégias?

Falar de marketing hoje em dia implica mencionar integração. Ao longo deste artigo pôde-se observar que não se faz marketing data-driven isoladamente. É preciso integração com diferentes plataformas e estratégias de marketing, complementando uma a outra.

Com as informações obtidas por meio de banco de dados você poderá avaliar melhor seu investimento em diferentes segmentos comunicacionais, do e-mail marketing, passando pelas ações em redes sociais e, até mesmo, melhorar a busca orgânica de seu conteúdo.

Conclusão

Marketing data-driven é, sem dúvidas, uma ferramenta estratégica de grande permeabilidade, podendo (e devendo) ser utilizada de forma complementar a outras ações de comunicação.

Esse tipo de abordagem permite compreender o comportamento dos consumidores de maneira mais rigorosa, oferecendo insights mais precisos sobre as campanhas em andamento, para avaliar os resultados e, quando necessário, ajustar os rumos.

Isso porque, combinada com CRM e Business Intelligence, esta ferramenta permite identificar padrões e tendências do segmento, avaliando o comportamento e ações de seu público-alvo.

Além disso, com a sofisticação dos mecanismos de captura e mapeamento de dados, mediados também por machine learning, a tendência de futuro para o marketing data-driven é se sofisticar e se ampliar cada vez mais.

É uma estratégica contemporânea, mas como uma ótima perspectiva de futuro.

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